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Convenhamos que é uma coisa curiosa essa questão de sentimentos que rege a comunicação entre as pessoas. Tudo gira em torno de amor, amizade ou paixão. São sentimentos interligados, mas a base de tudo é a amizade. Inexistindo a amizade é difícil que o amor perdure. A paixão independe de amor ou amizade. Surge num repente, e é fugaz. Muitas vezes não sobrevive ao primeiro encontro. E quando perdura por mais algum tempo, finda quando termina a atração física. A base de tudo mesmo, é a amizade. Aquele sentimento que faz que com que as pessoas se gostem, e muitas vezes, é o primeiro passo para o amor. Muitas vezes pessoas que se viam constantemente, só descobriram que se amavam após uma longa amizade e é esse sentimento que realmente conta. A mesma pessoa que fez a comparação da paixão com as rosas, muito poeticamente fez a seguinte comparação sobre o Amor "o amor é como um jardim de azaléas, que está firmemente plantado na terra, e por estar plantado, vive muito tempo". Pode-se oferecer um ramo de rosas para alguém, como se pode oferecer paixão... porém, as azaléas permanecem plantadas, não são vendidas em ramos. Não se pode oferecer azaléas, como não se pode oferecer o amor. O amor é sentido aos poucos. Vem surgindo lá de dentro. Não se ama quem se quer. Ama-se a quem se ama. Um erro em que muita gente incorre, é querer "conquistar" o amor de alguém. Pode-se CONSEGUIR ser amado (a) por alguém, desde que o sentimento seja recíproco. Esse é o grande segredo do Amor. Ele, ao contrário da Paixão, não pode ser unilateral. Justamente por isso não é "conquistado". Ele é dado e recebido. E essa troca de sentimentos é que forma a base de tudo. Por outro lado, existe uma forma universal de amar, que não implica no fato de que se ame a um certo alguém. É um amor mais abrangente, mais generalizado, mais generoso. É um sentimento que faz com que determinadas pessoas tenham uma "luz especial", destacando-as no contexto geral. Pode ser chamado de "Amor Universal", pois não é direcionado a ninguém em particular, é destinado qualquer ser vivente que saiba aceitá-lo. Falo de pessoas que se esqueceram de si próprias, de viver sua vida, só pensando no bem estar de seus semelhantes. Falo, por exemplo, de Madre Teresa de Calcutá, da Irmã Dulce, de Mahatma Gandhi, de Chico Xavier, e de outros poucos. Poucos, porque infelizmente o mundo está muito mais cheio de maus exemplos do que de bons. Existe muito mais pessoas querendo subir na vida de qualquer maneira, não olhando em que pisam ou a quem prejudicam para conseguir seus objetivos. Seria muito bom, seria maravilhoso se nos mirássemos mais nesses exemplos de amor fraterno, de caridade, e repensássemos em nossas vidas. De que nos serve conseguirmos êxito, se para isso tivermos que pisar nas pessoas? Creio que deve ser difícil conciliar o sono quando sabemos haver prejudicado outras pessoas deliberadamente (claro que os políticos dormem sem remorsos, pois não tem consciência). Enfim... exemplos existem... Não são muitos, mas existem. Basta que saibamos como agir. Embora não seja tão rentável, creio ser muito melhor mirar-se em Gandhi, do que em Sérgio Naya. Um é o exemplo clássico de amor pela humanidade, de sacrifício pessoal pelo bem estar dos outros, ao passo que o segundo, é o exemplo clássico do amor egoísta pelo dinheiro, de sacrifício coletivo, só pensando no bem estar pessoal.
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